Dependendo da nuvem dos EUA? Luta da Alemanha pela nuvem: como competir com a AWS (Amazon) e o Azure (Microsoft)
Pré-lançamento do Xpert
Seleção de voz 📢
Publicado em: 16 de abril de 2025 / Atualizado em: 16 de abril de 2025 – Autor: Konrad Wolfenstein

Dependência da nuvem americana? A batalha da Alemanha pela nuvem: como eles planejam competir com a AWS (Amazon) e o Azure (Microsoft) – Imagem: Xpert.Digital
Os provedores de nuvem alemães estão em ascensão? Multicloud, Gaia-X, BSI C5 – Estratégias para a soberania digital da Alemanha (Tempo de leitura: 30 min / Sem publicidade / Sem paywall)
Autossuficiência digital ou gestão de dependências? O futuro da política de nuvem na Alemanha
Este artigo analisa as estratégias e iniciativas do Governo Federal Alemão para fortalecer a soberania digital no setor de nuvem e reduzir a dependência de hiperescaladores americanos. Impulsionada por preocupações com segurança (particularmente devido à Lei CLOUD dos EUA), riscos econômicos (dependência de fornecedores, custos) e o objetivo estratégico de capacidade tecnológica, a Alemanha está adotando uma abordagem multifacetada. Os pilares principais incluem a estratégia multicloud do Governo Federal, o posicionamento do Estado como um "cliente âncora" para promover provedores nacionais e europeus e o estabelecimento de padrões rigorosos de segurança e aquisição (BSI C5, EVB-IT Cloud). Iniciativas como a Nuvem Administrativa Alemã (DVC) e o controverso projeto Delos Cloud visam promover a modernização da administração pública, atendendo simultaneamente aos requisitos de soberania. Em nível europeu, o projeto Gaia-X, apesar das críticas significativas e de uma provável mudança de concorrente de hiperescaladores para uma estrutura de padronização, e o mais concreto tecnicamente Sovereign Cloud Stack (SCS) desempenham um papel central na criação de alternativas interoperáveis e abertas. Contudo, o mercado de nuvem na Alemanha continua fortemente dominado por provedores americanos como AWS, Microsoft Azure e Google Cloud. Provedores alemães e europeus como T-Systems, SAP, IONOS, OVHcloud e STACKIT estão cada vez mais se posicionando com ofertas especializadas e soberanas, utilizando certificações como a BSI C5 como meio de acesso ao mercado, principalmente no setor público. A soberania digital completa, no entanto, permanece uma meta ambiciosa de longo prazo. Os desafios são imensos e incluem complexidade técnica, altos custos, escassez de mão de obra qualificada e o enorme poder de mercado dos players estabelecidos. O sucesso da estratégia alemã depende significativamente da implementação consistente de diretrizes políticas nas práticas de compras, da expansão bem-sucedida de alternativas europeias como a SCS (Computação em Nuvem de Alta Segurança) e de uma expectativa realista que vise mais a gestão de dependências do que a autarquia completa.
Adequado para:
- A política dos EUA inspira empresas de tecnologia da UE? Soberania de dados do domínio dos EUA: o futuro da nuvem na Europa
O imperativo da soberania digital: o desafio da nuvem na Alemanha
Impulsionando a Soberania Digital na Alemanha
A digitalização contínua da economia e da sociedade serve de pano de fundo para os esforços da Alemanha em alcançar a soberania digital no setor de computação em nuvem. O objetivo é fortalecer a capacidade da Alemanha de moldar seu futuro digital de forma independente e garantir sua capacidade tecnológica. O governo alemão, em suas diversas conjunturas políticas, considera esse objetivo essencial para a segurança nacional, a competitividade econômica e a confiança de seus cidadãos.
A soberania digital é um conceito multifacetado. Abrange o controle técnico, operacional e jurídico sobre dados e infraestrutura, a autodeterminação, a autonomia e a segurança da informação. Não se trata apenas da localização física do armazenamento de dados, mas, crucialmente, do controle sobre seu processamento e a tecnologia subjacente. A Estratégia de Cibersegurança da Alemanha para 2021 menciona explicitamente o fortalecimento da soberania digital como um princípio orientador central. O objetivo é uma internet livre, aberta e segura, na qual os direitos fundamentais sejam protegidos.
Apesar de sua importância política, o termo "soberania" apresenta certa ambiguidade na prática. Mesmo entre as pequenas e médias empresas (PMEs), o termo é por vezes desconhecido. Dentro da administração pública, também, não parece haver uma definição uniforme e operacionalizável, como indicam as consultas feitas ao Governo Federal. Diversos atores — desde autoridades de segurança e ministérios da economia até responsáveis pela proteção de dados — enfatizam aspectos diferentes, seja controle, segurança, oportunidades econômicas ou proteção de dados. Essa falta de definição acarreta o risco de ambivalência política e iniciativas potencialmente contraditórias. Também dificulta a mensuração do progresso rumo a uma maior soberania. A necessidade de esclarecer qual nível de soberania é realisticamente alcançável e desejável é ressaltada por investigações parlamentares detalhadas.
Intimamente ligada à busca pela soberania digital está a promoção do software de código aberto (OSS). O código aberto promete transparência, verificabilidade e redução da dependência de fornecedores proprietários individuais.
Avaliação de risco: Dependência de hiperescaladores dos EUA
A forte dependência dos principais provedores de nuvem (hiperescaladores) sediados nos EUA é percebida pelos formuladores de políticas alemães como um risco significativo em várias dimensões.
Riscos de segurança
A utilização de sistemas cuja confiabilidade não pode ser totalmente verificada cria potenciais pontos de entrada para agentes cibernéticos. Em particular, a preocupação com o acesso de serviços de inteligência estrangeiros a dados sensíveis desempenha um papel importante. Incidentes de segurança divulgados em grandes provedores e a complexidade geral dos ambientes de nuvem, que facilitam configurações incorretas e vulnerabilidades, reforçam essas preocupações.
Riscos legais e de proteção de dados
A Lei CLOUD dos EUA (Clarifying Lawful Overseas Use of Data Act) apresenta um problema crucial. Ela potencialmente autoriza as autoridades americanas a acessar dados armazenados por empresas americanas em todo o mundo, mesmo que esses dados estejam armazenados fora dos EUA. Isso entra em conflito com as rigorosas regulamentações europeias de proteção de dados (RGPD) e mina o controle sobre os próprios dados. A decisão Schrems II do Tribunal de Justiça da União Europeia, que invalidou mecanismos anteriores de transferência de dados para os EUA, exacerbou ainda mais a incerteza jurídica. Embora existam abordagens técnicas (como criptografia com controle de chaves no nível do cliente) e contratuais para mitigação de riscos, sua resiliência jurídica a longo prazo e aplicabilidade prática são questionáveis. É importante ressaltar que muitas PMEs desconhecem as implicações da Lei CLOUD.
Riscos econômicos
O alto nível de concentração de mercado leva a uma dependência significativa de poucos fornecedores, um fenômeno conhecido como dependência de fornecedor (ou "vendor lock-in"). Isso restringe a flexibilidade na troca de fornecedores e enfraquece o poder de negociação dos clientes. O resultado pode ser um aumento substancial de preços, como demonstrado por exemplos reais (VMware) e pelos crescentes gastos do governo federal alemão com licenças da Microsoft. Existe o risco de que os fornecedores dominantes explorem seu poder de mercado em benefício próprio e não atendam adequadamente a requisitos específicos, como os do setor público em relação à segurança da informação.
Riscos geopolíticos e estratégicos
A dependência tecnológica de fornecedores não europeus acarreta riscos devido a mudanças geopolíticas e potenciais interrupções na cadeia de suprimentos. A longo prazo, a soberania de um Estado pode ser corroída se o controle sobre dados críticos for perdido.
Nesse contexto, surge uma tensão notável na estratégia alemã: por um lado, proclama-se o objetivo da soberania digital, enquanto, por outro, promovem-se projetos como o Delos Cloud, que se baseia tecnologicamente em grande parte no Microsoft Azure. Embora essa nuvem pretenda ser "soberana" por meio da operação em data centers alemães por uma empresa alemã e sob a supervisão do BSI (Escritório Federal de Segurança da Informação), a tecnologia central permanece proprietária e sediada nos EUA. Ao mesmo tempo, provedores de hiperescala americanos são membros do consórcio Gaia-X e até oferecem serviços com certificação BSI C5 na Alemanha e na Europa. Isso sugere uma abordagem pragmática, mas potencialmente contraditória. O governo alemão parece reconhecer a necessidade de tecnologias amplamente utilizadas (como o Microsoft Office) e o poder inovador das corporações americanas. Em vez de uma independência tecnológica completa, considerada irrealista ou muito cara a curto prazo, o foco está na mitigação de riscos por meio de mecanismos de controle específicos (localização de dados, controle operacional, supervisão do BSI). A crítica de que a Delos não é verdadeiramente soberana reflete essa tensão. A estratégia alemã visa, portanto, mais a uma dependência gerida do que à independência total. O sucesso dessa estratégia depende crucialmente da eficácia e da sustentabilidade dos mecanismos de controle estabelecidos e da capacidade de promover alternativas genuinamente europeias que reduzam a necessidade de tais dependências geridas a longo prazo.
Adequado para:
- A dependência digital dos EUA: domínio em nuvem, balanços comerciais distorcidos e efeitos de bloqueio
Política em ação: as iniciativas estratégicas da Alemanha para a independência da nuvem
A estratégia multicloud do governo federal e seu papel como "cliente âncora"
Um elemento central da política de nuvem alemã é a estratégia multicloud do Governo Federal. Seu princípio fundamental é evitar a dependência de um único fornecedor, utilizando serviços de múltiplos provedores de nuvem. Isso visa possibilitar flexibilidade, promover a concorrência e permitir a integração da melhor solução disponível ("best of breed") para casos de uso específicos na arquitetura de TI da própria administração. A estratégia enfatiza explicitamente a necessidade de estreita colaboração com os provedores de nuvem, em vez de dissociação total deles.
Intimamente relacionado a isso está o papel do Estado como "cliente âncora" (o "princípio do cliente âncora"). O setor público deve alavancar estrategicamente seu considerável poder de compra para estimular o mercado de soluções de nuvem soberanas e confiáveis. Ao adotar cada vez mais essas ofertas (estratégias "prioridade à nuvem"), os governos federal, estaduais e locais visam apoiar os provedores alemães e europeus na expansão de seus serviços e torná-los mais competitivos. Programas de financiamento para startups e aumento dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento têm o objetivo de fortalecer ainda mais o ecossistema tecnológico nacional.
Contudo, as observações apontam para uma possível lacuna entre a direção estratégica e sua implementação efetiva. Embora a estratégia promova provedores multicloud e europeus, licitações específicas de grande escala da administração federal parecem ser direcionadas, em parte, para hiperescaladores consolidados. Ao mesmo tempo, grandes provedores americanos como a Microsoft continuam a se beneficiar de aumentos significativos nos gastos públicos. A promoção de software de código aberto é incentivada, mas com a ressalva "onde for tecnicamente viável e economicamente sustentável", o que deixa margem para interpretação. Os motivos para isso podem ser diversos: dependências existentes, preferências do usuário, uma percepção de imaturidade das alternativas ou procedimentos complexos de licitação podem favorecer provedores consolidados. Resistência interna ou falta de conhecimento especializado também podem dificultar a adoção de alternativas. A eficácia do princípio do cliente âncora depende, portanto, crucialmente de uma implementação consistente em todos os níveis administrativos, de diretrizes de licitação claras que favoreçam soluções soberanas ou de código aberto (o que pode exigir uma revisão da EVB-IT [Lei Federal Alemã de Licitações para TI]) e da superação de obstáculos práticos na introdução de alternativas. As questões críticas relativas a licitações específicas indicam preocupações com essa lacuna de implementação.
Projetos-farol: Nuvem Federal, Nuvem Administrativa Alemã (DVC) e Nuvem Delos
Diversos projetos específicos têm como objetivo implementar a estratégia de nuvem do governo federal:
Nuvem Federal
Trata-se de uma infraestrutura de nuvem privada exclusiva e consolidada, operada pelo Centro Federal de Tecnologia da Informação (ITZBund) para agências federais. Ela opera nos data centers do ITZBund e é acessível por meio da rede segura do governo federal. A Nuvem Federal oferece serviços específicos como Infraestrutura como Serviço (IaaS), Plataforma como Serviço (PaaS) e Software como Serviço (SaaS), incluindo uma solução de armazenamento colaborativo (SIB-Box) baseada no Nextcloud e o Sistema Federal de Gerenciamento de Registros Eletrônicos (E-Akte Bund). É considerada um componente essencial, mas ainda existem dúvidas quanto à sua expansão em relação à abordagem multicloud e ao Ambiente Virtual Digital (DVC).
Nuvem Administrativa Alemã (DVC)
Esta é uma estratégia e plataforma abrangente mais recente, concebida para criar um ecossistema multicloud para toda a administração pública alemã (governos federal, estadual e municipal). Lançada simbolicamente em março de 2025, a DVC (Digital Cloud Computing) oferece um portal central através do qual os funcionários da administração pública podem encomendar serviços de nuvem padronizados e em conformidade com a legislação, inicialmente de fornecedores públicos de serviços de TI. Um objetivo fundamental é fortalecer a soberania digital através de padrões abertos que facilitem a troca de fornecedores e evitem a dependência de um único fornecedor. A DVC visa melhorar a cooperação federal em TI e alcançar economias de escala através de licitações conjuntas. A sua relação precisa com a Nuvem Federal e com as licitações específicas ainda necessita de esclarecimentos. Existe uma análise económica específica (WiBe DVC) para avaliar as migrações para a nuvem no contexto da DVC.
Nuvem Delos
Um projeto específico liderado pelo Ministério Federal das Finanças (BMF) no âmbito de sua estratégia multicloud. O objetivo é viabilizar o uso dos serviços da Microsoft (especialmente os produtos do Office e o sistema operacional Windows) para além de 2029, visto que a Microsoft planeja descontinuar as versões locais. A Delos Cloud será operada pela empresa alemã Delos Cloud GmbH em uma infraestrutura dedicada, independente da tecnologia da Microsoft, em data centers alemães. A iniciativa visa à soberania técnica, operacional e jurídica, com o Escritório Federal de Segurança da Informação (BSI) controlando a troca de dados externos necessária e monitorando a conformidade com os requisitos federais (segurança da informação, proteção de dados e confidencialidade). O projeto encontra-se atualmente na fase de testes e validação. Embora tenha sido concebido principalmente para o governo federal, prevê-se o uso posterior por estados e municípios. A Delos representa uma tentativa pragmática de garantir o acesso a softwares padrão essenciais, atendendo simultaneamente aos requisitos de soberania, mas enfrenta críticas quanto à sua soberania efetiva.
A coexistência dessas iniciativas — a nuvem federal já estabelecida, a estrutura abrangente da DVC e soluções específicas como o Delos — levanta questões sobre integração e coerência. Existe o risco de fragmentação. A DVC visa servir como uma camada unificadora, mas sua implementação prática exige a integração de sistemas existentes e a consideração de necessidades específicas. Uma abordagem puramente centralizada é difícil de implementar no federalismo alemão. Uma abordagem federativa, na qual diferentes sistemas são interligados sob padrões comuns, poderia oferecer uma solução e seria consistente com o conceito Gaia-X. No entanto, o sucesso depende de coordenação e padronização eficazes. Sem elas, a ineficiência, a duplicação de esforços e a confusão ameaçam o cenário, o que prejudicaria os objetivos gerais de soberania e eficiência. O papel da DVC como portal central e definidora de padrões é, portanto, crucial para estabelecer a coerência.
Estruturação do processo de aquisição: o modelo de contrato EVB-IT Cloud
Para padronizar e garantir juridicamente a aquisição de serviços em nuvem por autoridades públicas, foram introduzidas as "Condições Contratuais Suplementares para a Aquisição de Serviços de TI – Nuvem" (EVB-IT Cloud). Este conjunto de condições, disponível desde março de 2022, destina-se a ser aplicado a autoridades nos níveis federal, estadual e municipal.
A Plataforma de Nuvem EVB-IT abrange diversos modelos de serviços em nuvem, incluindo Software como Serviço (SaaS), Plataforma como Serviço (PaaS), Infraestrutura como Serviço (IaaS) e Serviços Gerenciados em Nuvem (MCS). Ela consiste em vários documentos: modelos de termos e condições, um modelo de contrato, um catálogo de critérios técnicos para definir parâmetros de desempenho e disposições para incorporar os termos e condições do provedor. Um contrato de processamento de dados (DPA) também é obrigatório.
Um requisito fundamental da Nuvem EVB-IT é a comprovação de conformidade com os critérios básicos do Catálogo de Critérios de Conformidade de Computação em Nuvem (C5) do BSI. Embora isso já fosse legalmente obrigatório para agências federais, a aplicação da Nuvem EVB-IT agora torna a conformidade com o C5 um pré-requisito também para autoridades estaduais e locais. As regulamentações da EVB-IT têm precedência sobre os termos e condições padrão dos provedores de nuvem. Os modelos de contrato estão disponíveis publicamente, embora faltem traduções oficiais para provedores internacionais.
Os críticos questionam, no entanto, se a Nuvem EVB-IT é aplicada de forma consistente na prática e se oferece incentivos suficientes para a aquisição de software de código aberto, ou se precisa ser aprimorada. A padronização por meio da Nuvem EVB-IT é, portanto, uma faca de dois gumes: simplifica as aquisições para clientes do setor público e eleva o nível de segurança por meio do requisito C5. Ao mesmo tempo, os requisitos complexos e rígidos podem representar um obstáculo para fornecedores menores ou estrangeiros não familiarizados com o sistema alemão. Isso poderia, involuntariamente, favorecer empresas maiores que estejam mais bem preparadas para atender aos requisitos específicos, contrariando, assim, o objetivo de promover um ecossistema diversificado. O monitoramento cuidadoso do impacto e, quando necessário, ajustes flexíveis são, portanto, essenciais para garantir que a Nuvem EVB-IT não prejudique a inovação nem desfavoreça desproporcionalmente os fornecedores europeus menores.
🎯📊 Integração de uma plataforma de IA independente e com múltiplas fontes de dados 🤖🌐 para todas as necessidades de negócios

Integração de uma plataforma de IA independente e com múltiplas fontes de dados para todas as necessidades de negócios - Imagem: Xpert.Digital
Ki-Gamechanger: as soluções mais flexíveis de AI em plataforma que reduzem os custos, melhoram suas decisões e aumentam a eficiência
Plataforma AI independente: integra todas as fontes de dados da empresa relevantes
- Esta plataforma de IA interage com todas as fontes de dados específicas
- De sistemas de gerenciamento de dados como SAP, Microsoft, Jira, Confluence, Salesforce, Zoom, Dropbox e muitos outros
- Integração rápida da IA: soluções de IA personalizadas para empresas em horas ou dias em vez de meses
- Infraestrutura flexível: baseada em nuvem ou hospedagem em seu próprio data center (Alemanha, Europa, escolha livre de localização)
- Segurança de dados mais alta: o uso em escritórios de advocacia é a evidência segura
- Use em uma ampla variedade de fontes de dados da empresa
- Escolha de seus modelos de IA ou vários ou vários modelos (UE, EUA, CN)
Desafios que nossa plataforma de IA resolve
- Falta de adequação das soluções convencionais de IA
- Proteção de dados e gestão segura de dados sensíveis
- Altos custos e complexidade do desenvolvimento individual de IA
- Escassez de especialistas qualificados em IA
- Integração da IA em sistemas de TI existentes
Mais sobre isso aqui:
Quebrando o domínio dos EUA na computação em nuvem: estratégias para alternativas europeias
Construindo alternativas europeias: Gaia-X e a Plataforma de Nuvem Soberana
Gaia-X: Visão, progresso e implementação prática
O projeto Gaia-X, iniciado pela Alemanha e França em 2019, busca a visão de criar uma infraestrutura de dados federada, aberta, segura e transparente para a Europa, baseada em valores europeus como proteção de dados, soberania e interoperabilidade. Seu objetivo é reduzir a dependência de provedores de nuvem não europeus e fortalecer a soberania digital da Europa.
Gaia-X não é uma plataforma de nuvem única, mas sim uma estrutura e um ecossistema. Define padrões e regras comuns (regras de política, estrutura de confiança) e promove o desenvolvimento e o uso de componentes interoperáveis, frequentemente baseados em código aberto. O objetivo é conectar provedores e usuários e permitir a troca segura de dados em espaços de dados. A estrutura inclui uma organização central sem fins lucrativos (Gaia-X AISBL), órgãos de coordenação nacionais (como o Gaia-X Hub Germany) e inúmeros projetos que visam implementar casos de uso concretos em diversos setores, como mobilidade, indústria e saúde.
O Centro Alemão Gaia-X, cujo escritório é operado pela acatech e cuja duração está prevista até o final de 2025, serve como ponto de contato central na Alemanha. Ele consolida informações, organiza grupos de trabalho por setor (domínio), apoia projetos, publica materiais e promove eventos. As atividades atuais (no início de 2025) incluem a explicação de documentos de arquitetura, a promoção de avaliações de conformidade e credenciais digitais, e o desenvolvimento de ferramentas (Gaia-X Federation Services, XFSC). Um foco fundamental é a criação de uma infraestrutura interoperável entre nuvem e borda.
Adequado para:
- Industry-X: Promovendo o desenvolvimento da logística e da cadeia de suprimentos europeia e global por meio das iniciativas industriais Catena-X e Gaia-X
Lidando com críticas: Desafios e futuro do Gaia-X
Apesar de suas metas ambiciosas, o Gaia-X enfrenta críticas consideráveis. Os críticos apontam para o progresso lento, a burocracia excessiva, a alta complexidade e benefícios parcialmente obscuros. A participação de grandes empresas de hiperescala americanas (AWS, Microsoft, Google) e de empresas com preocupações sensíveis de segurança, como a Palantir, no consórcio Gaia-X também é motivo de controvérsia. Membros fundadores proeminentes, como a provedora de nuvem francesa Scaleway e a empresa alemã Nextcloud, abandonaram o projeto. Entre os motivos citados estão a postura obstrucionista das corporações americanas e a avaliação de que o projeto fracassou, ou está mesmo "morto", em sua ambição original de criar uma alternativa europeia genuína. Reportagens da mídia sugerem que alguns observadores consideram o Gaia-X um fracasso, pelo menos no que diz respeito ao seu objetivo de construir um concorrente europeu para os serviços de hiperescala.
Os representantes da Gaia-X rejeitam essa avaliação, enfatizando o trabalho em andamento sobre padrões e o papel do projeto em viabilizar ecossistemas de dados e promover a colaboração. O foco, segundo eles, é criar espaços de dados interoperáveis, e não necessariamente construir uma única nuvem massiva.
Está ficando claro que a Gaia-X pode estar passando por um realinhamento estratégico. A expectativa inicial de que a Gaia-X criaria um concorrente direto para hiperescala na Europa deu lugar a uma visão mais pragmática diante das críticas e do progresso lento. Construir um hiperescalador competitivo contra os players globais já estabelecidos provou ser extremamente difícil. A complexidade de coordenar os diversos interesses europeus e o envolvimento de corporações americanas diluíram a visão de uma alternativa puramente europeia. Focar no papel de um órgão de padronização e facilitador de ecossistemas para espaços de dados federados parece ser uma meta mais realista e alcançável. Isso se baseia nos pontos fortes europeus em setores específicos e na harmonização regulatória (RGPD). O sucesso da Gaia-X deve, portanto, ser medido menos pela sua capacidade de substituir diretamente os hiperescaladores americanos, e mais pela sua habilidade de estabelecer regras comuns, promover a interoperabilidade entre diferentes provedores (incluindo europeus) e viabilizar a troca segura e soberana de dados em setores-chave europeus (por exemplo, automotivo, mobilidade). Seu impacto a longo prazo depende da adoção e implementação prática de seus padrões e estruturas.
A Plataforma de Nuvem Soberana (SCS): Uma base técnica para a soberania
Como uma iniciativa técnica mais concreta dentro da estrutura Gaia-X, o Sovereign Cloud Stack (SCS) se consolidou. Trata-se de um projeto de código aberto, originalmente financiado pelo Ministério Federal Alemão de Assuntos Econômicos e Ação Climática por meio da Open Source Business Alliance (OSBA). O SCS fornece componentes de software padronizados, interoperáveis e totalmente de código aberto para a construção de infraestruturas de nuvem (IaaS) e plataformas de contêineres (CaaS). Ele foi concebido como uma implementação concreta baseada nos princípios do Gaia-X.
Os objetivos do SCS são definir padrões certificáveis, garantir abertura e transparência (sem o modelo "Open Core"), promover a sustentabilidade e permitir a federação de instâncias de nuvem compatíveis. Uma preocupação fundamental é evitar a dependência de um único fornecedor. Tecnologicamente, o SCS é baseado em projetos de código aberto consolidados, como OpenStack e Kubernetes, mas busca padronizar e simplificar seu uso. O SCS fornece uma implementação de referência.
O financiamento do projeto terminou no final de 2024, mas o trabalho continua sendo desenvolvido por um consórcio de empresas dentro da OSBA e da comunidade. Diversos provedores de nuvem já estão desenvolvendo ofertas baseadas no SCS (por exemplo, plusserver com pluscloud open). O SCS também está sendo discutido como um possível padrão para a planejada Nuvem do Governo Suíço. No entanto, os planos específicos do governo federal para o uso do SCS, por exemplo, no âmbito da DVC, ainda não estão claros. Embora o SCS defina seus próprios níveis de soberania, essa taxonomia é criticada por se concentrar principalmente no controle e negligenciar aspectos como desempenho ou dependências tecnológicas mais amplas (por exemplo, hardware).
Enquanto o Gaia-X enfrenta dificuldades com a ampla aceitação e a definição clara de seu papel, o SCS oferece uma pilha de tecnologia concreta e de código aberto que já está sendo implementada por provedores e considerada para projetos governamentais. O SCS aborda diretamente os desafios técnicos de interoperabilidade e dependência de fornecedores, que são centrais no debate sobre soberania. Seu foco em software de código aberto está alinhado aos objetivos estratégicos do governo. Ao padronizar componentes comprovados, o SCS reduz as barreiras de entrada para provedores que desejam oferecer serviços compatíveis com o Gaia-X. O SCS poderia, portanto, se tornar o padrão de fato para uma infraestrutura de nuvem europeia verdadeiramente soberana sob a égide do Gaia-X, mesmo que o Gaia-X evolua mais para uma estrutura de governança e espaço de dados. Seu sucesso depende de maior adoção pela comunidade, adoção por provedores e integração em licitações públicas (por exemplo, por meio do DVC).
Dinâmica do mercado: o panorama da computação em nuvem na Alemanha
Visão geral da participação de mercado: domínio dos EUA versus concorrentes europeus
O mercado global de serviços de infraestrutura em nuvem (IaaS, PaaS, nuvem privada hospedada) é um mercado em crescimento com volumes enormes. A receita mundial atingiu aproximadamente US$ 330 bilhões em 2024, um aumento de US$ 60 bilhões em comparação com 2023. Somente no quarto trimestre de 2024, os gastos foram de US$ 91 bilhões, representando um aumento de 22% em relação ao ano anterior. Esse crescimento em 2024 foi impulsionado significativamente por investimentos em inteligência artificial generativa (GenAI). O forte crescimento continuou no segundo trimestre de 2024, com receita de US$ 79 bilhões (também um aumento de 22% em relação ao ano anterior).
O mercado é claramente dominado pelos três principais provedores de hiperescala dos EUA: a Amazon Web Services (AWS) detém uma participação de mercado global de aproximadamente 30-32%, seguida pela Microsoft Azure com 21-23% e pelo Google Cloud com 11-12%. Juntos, esses três provedores controlam uma grande parcela do mercado global de nuvem pública (aproximadamente 68-73%). A Microsoft e o Google tendem a apresentar taxas de crescimento mais elevadas do que a líder de mercado, a AWS.
Essa dominância global também se reflete na Europa. Embora o mercado europeu de nuvem tenha crescido consideravelmente desde 2017 (para mais de € 10 bilhões por trimestre em meados de 2022), os provedores europeus perderam participação de mercado continuamente – de 27% em 2017 para apenas 13% em meados de 2022. Naquela época, os três maiores hiperescaladores dos EUA já controlavam 72% do mercado europeu. A Alemanha, juntamente com o Reino Unido, está entre os maiores mercados de nuvem da Europa.
Embora existam dados de participação de mercado menos detalhados e atualizados para o mercado alemão, os relatórios de analistas confirmam o cenário de domínio dos EUA. O ISG Provider Lens™ para 2024 identifica a AWS e o Azure como os líderes de mercado incontestáveis na Alemanha. O Google Cloud, a Open Telekom Cloud (OTC) da T-Systems e a IONOS formam o "trio seguinte" no quadrante de Líderes, ao qual a noris network também se juntou em 2024. Provedores como a OVHcloud (França) e a STACKIT (Grupo Schwarz) foram classificados como "Estrelas em Ascensão" em 2023, mas, de acordo com a ISG, não conseguiram entrar no segmento de Líderes em 2024. A SAP e a Deutsche Telekom são consideradas as principais provedoras europeias, mas cada uma alcançou uma participação de mercado de apenas cerca de 2% na Europa em meados de 2022. Em 2020, o segmento de Software como Serviço (SaaS) dominou o mercado na Alemanha com 67%, seguido por IaaS (21%) e PaaS (12%).
Estimativa de participação de mercado para provedores de infraestrutura em nuvem (IaaS/PaaS) na Alemanha (2024)

Estimativa da participação de mercado de provedores de infraestrutura em nuvem (IaaS/PaaS) na Alemanha (2024) – Imagem: Xpert.Digital
As estimativas de participação de mercado para provedores de infraestrutura em nuvem (IaaS/PaaS) na Alemanha em 2024 revelam um panorama claro da distribuição do mercado. A Amazon Web Services (AWS) é considerada líder, com uma participação de mercado superior a 30%, conforme confirmado pelo ISG 2024 e pela Synergy, que também destacam seu domínio na Europa. O Microsoft Azure vem em seguida, com uma participação estimada em mais de 20%, e também é classificado como um provedor líder. O Google Cloud, como seguidor, alcança uma participação de mercado de aproximadamente 10% a 12% e, segundo o ISG, pertence ao "Trio de Líderes", similar à Open Telekom Cloud (OTC) e à IONOS, que também figuram nessa categoria. A Noris Network é descrita pelo ISG como líder em seu segmento, enquanto a SAP é listada como líder de mercado na Europa, com uma participação de mercado em torno de 2%. Já a OVHcloud e a STACKIT são classificadas como "Estrelas em Ascensão" para 2023, com base nos relatórios do ISG. A quota de mercado restante é partilhada por outros fornecedores, embora os analistas afirmem que é difícil obter percentagens precisas para a Alemanha. A análise baseia-se em dados da ISG e da Synergy, que examinam principalmente as relações de mercado na Europa.
Essa estrutura de mercado destaca o enorme desafio enfrentado pelos provedores europeus. O mercado de nuvem é um negócio de escala que exige investimentos maciços e de longo prazo, além dos mais altos níveis de excelência operacional. Os hiperescaladores americanos se beneficiam de sua entrada precoce no mercado, vastos recursos de capital, alcance global e efeitos de rede. Os provedores europeus têm dificuldades para alcançar essas economias de escala individualmente. Iniciativas como Gaia-X e SCS tentam viabilizar uma espécie de escalonamento virtual por meio de federação e padronização, mas isso é inerentemente mais complexo do que a expansão de uma única empresa. Uma mudança significativa na participação de mercado exigirá investimentos europeus maciços e coordenados (por exemplo, por meio de projetos do IPCEI) ou o sucesso da abordagem federada do Gaia-X/SCS na criação de um ecossistema atraente e de grande escala. É improvável que provedores europeus individuais desafiem os três maiores no amplo mercado de IaaS/PaaS.
Foco em fornecedores alemães e europeus: ofertas e potencial
Apesar do domínio dos hiperescaladores americanos, existem vários provedores de nuvem alemães e europeus relevantes que poderiam se beneficiar dos esforços de soberania estatal:
Deutsche Telekom / T-Systems
Oferece a Open Telekom Cloud (OTC) e soluções soberanas específicas, como a Open Sovereign Cloud (OSC), que prioriza a segurança de dados, a conformidade (BSI C5, ISO 27001) e a operação na Alemanha. Também colabora com outros provedores, como a OVHcloud, no âmbito do projeto Gaia-X.
SEIVA
Como uma das principais empresas de software da Europa, a SAP oferece serviços abrangentes em nuvem por meio do SAP Enterprise Cloud Services (ECS) e da Business Technology Platform (BTP), que também passam por auditorias BSI C5. É considerada uma das principais provedoras de nuvem da Europa.
IONOS
Posicionada como uma das principais provedoras europeias de hospedagem e nuvem, especialmente para PMEs, mas também, cada vez mais, para grandes empresas e o setor público. Oferece IaaS (Cloud Cubes, Compute Engine) e armazenamento de objetos S3, ambos com certificação BSI C5. A ISG se considera parte dos três principais concorrentes no mercado alemão. Opera data centers na Europa e nos EUA. Destaca suas certificações (C5, IT Baseline Protection) para construir confiança no setor público e em indústrias regulamentadas. Disponível para administrações públicas por meio de marketplaces como o govdigital.
OVHcloud
Uma importante provedora francesa de serviços em nuvem com forte foco na Europa e na soberania de dados. Oferece também serviços com certificação BSI C5 e colabora com a T-Systems no âmbito da plataforma Gaia-X. Foi classificada como "Estrela em Ascensão" na Alemanha em 2023.
STACKIT
A divisão de nuvem do Grupo Schwarz (Lidl, Kaufland) se posiciona como uma alternativa alemã de nuvem soberana, especialmente para o setor público e infraestruturas críticas (KRITIS). Ela também recebeu a certificação BSI C5 para seus serviços e está disponível através da plataforma govdigital.
servidor plus
Uma provedora alemã que oferece uma plataforma em nuvem baseada no Sovereign Cloud Stack (SCS) com seu "pluscloud open", enfatizando fortemente o código aberto e a soberania.
Mais
A Secunet/Syseleven e a Noris Network são outras provedoras alemãs mencionadas no contexto de serviços em nuvem.
Esses provedores estão cada vez mais focados na especialização para se diferenciarem dos hiperescaladores globais. Eles enfatizam aspectos como soberania de dados, uso de código aberto, conformidade com requisitos específicos alemães ou europeus (especialmente o BSI C5) ou oferecem soluções específicas para cada setor. Esse foco em nichos onde os provedores globais podem ter fragilidades ou gozar de menor confiança (por exemplo, no setor público alemão, altamente regulamentado) parece ser uma estratégia promissora. Em vez de tentar copiar os hiperescaladores de forma generalizada, eles podem se destacar por meio de ofertas direcionadas e altos padrões de segurança. Estratégias governamentais e regulamentações de compras podem apoiar essa especialização, criando demanda específica por soluções soberanas e certificadas.
Fornecedores de nuvem alemães/europeus selecionados com foco em soberania
(¹ O status refere-se a serviços/regiões específicos de acordo com as fontes; ² Seleção de certificados relevantes)
Alguns provedores de nuvem alemães e europeus priorizam a soberania e oferecem soluções especializadas para diversos públicos-alvo e setores. A Deutsche Telekom, ou T-Systems, oferece serviços de nuvem soberana com o Open Telekom Cloud (OTC) e o Open Sovereign Cloud (OSC), que possuem certificação BSI C5 e ISO 27001 e são particularmente atraentes para o setor público e indústrias regulamentadas. A SAP se destaca com o SAP Enterprise Cloud Service (ECS) e o SAP Business Technology Platform (BTP), ambos com certificação BSI C5 e ISO 27001, voltados para empresas e setores regulamentados. A IONOS oferece soluções como Compute Engine, Cloud Cubes e S3 Object Storage, também com certificação BSI C5. Com certificações adicionais como ISO 27001 e IT Baseline Protection, a IONOS tem como alvo principal pequenas e médias empresas (PMEs), o setor público e indústrias regulamentadas. A OVHcloud, da França, abrange um amplo espectro com uma variedade de soluções IaaS, PaaS e SaaS, com ênfase especial na soberania de dados da UE. A STACKIT, solução em nuvem do Grupo Schwarz, oferece o STACKIT Cloud, uma opção soberana com certificação BSI C5 Tipo 2 para o setor público, comércio e infraestrutura crítica (KRITIS). Da mesma forma, o pluscloud open, da plusserver, baseado em SCS, também possui certificação Tipo 2 e é voltado tanto para o setor público quanto para empresas. Todos os provedores também possuem certificações importantes, como a ISO 27001, e focam especificamente nas necessidades de seus respectivos mercados-alvo.
Adequado para:
- Os dez principais sistemas de gerenciamento de dados (DMS) - dos sistemas de gerenciamento de documentos ao gerenciamento de banco de dados em nuvem (DBMS)
O papel das certificações de segurança: BSI C5 e ISO 27001
As certificações de segurança desempenham um papel crucial na avaliação e seleção de provedores de nuvem, especialmente no contexto da soberania digital e para uso no setor público ou em indústrias regulamentadas.
BSI C5 (Catálogo de Critérios de Conformidade de Computação em Nuvem)
Este catálogo de critérios, desenvolvido pelo Escritório Federal Alemão para Segurança da Informação (BSI), consolidou-se na Alemanha como o principal padrão para segurança em computação em nuvem. Ele define os requisitos mínimos para a segurança da informação de serviços em nuvem e baseia-se em padrões internacionalmente reconhecidos, como a ISO 27001, a Proteção Básica de TI do BSI e a Matriz de Controles em Nuvem (CCM) da Aliança de Segurança em Nuvem (CSA). Uma característica fundamental do C5 é a exigência de transparência em relação aos chamados parâmetros ambientais, incluindo informações sobre localização de dados, prestação de serviços, jurisdição e obrigações de divulgação às autoridades. Isso visa permitir que os clientes realizem uma avaliação de riscos adequada. A conformidade com os critérios do C5 é confirmada por auditorias realizadas por auditores independentes. O uso de serviços em conformidade com o C5 é obrigatório para autoridades federais, e o C5 está se tornando cada vez mais um requisito para autoridades estaduais e locais, bem como para empresas em setores regulamentados (por exemplo, saúde). Diversos provedores, incluindo os gigantes da computação de alta velocidade dos EUA (AWS, Microsoft Azure, Google Cloud) para suas regiões europeias, bem como os principais provedores alemães e europeus (T-Systems, SAP, IONOS, OVHcloud, STACKIT, plusserver), possuem certificações C5 para os serviços relevantes.
ISO/IEC 27001
Esta é a principal norma internacional para Sistemas de Gestão de Segurança da Informação (SGSI). A certificação ISO 27001 confirma que uma empresa implementou processos sistemáticos para a gestão da segurança da informação. Seu escopo é mais amplo do que o da C5 e abrange todo o sistema de gestão, não apenas serviços de nuvem específicos. Muitos provedores de nuvem consideram a ISO 27001 uma certificação fundamental sobre a qual certificações mais específicas, como a C5, podem ser construídas. Quase todos os provedores relevantes no mercado alemão possuem a certificação ISO 27001.
proteção básica de TI
A metodologia da BSI para implementar medidas de segurança de TI. O C5 baseia-se nos princípios da proteção básica de TI. Alguns fornecedores, como a IONOS, também obtêm certificação específica de proteção básica de TI para demonstrar um nível de proteção particularmente elevado.
A crescente importância dessas certificações, em particular a BSI C5, torna-as um fator crucial para o acesso ao mercado na Alemanha. Para fornecedores que buscam atender o setor público ou indústrias regulamentadas, a certificação C5 tornou-se praticamente indispensável. Isso se aplica tanto a fornecedores europeus quanto americanos, que estão fazendo esforços consideráveis para atender aos requisitos. Embora isso eleve o nível geral de segurança e forneça aos clientes uma base padronizada para comparação, o processo de certificação também exige investimentos significativos dos fornecedores. Isso pode favorecer empresas maiores, mas, ao mesmo tempo, oferece aos fornecedores europeus especializados a oportunidade de se qualificarem especificamente para mercados sensíveis, atendendo a esses altos padrões.
🎯🎯🎯 Beneficie-se da vasta experiência quíntupla da Xpert.Digital em um pacote de serviços abrangente | BD, P&D, XR, RP e Otimização de Visibilidade Digital

Beneficie-se da ampla experiência quíntupla da Xpert.Digital em um pacote de serviços abrangente | P&D, XR, RP e Otimização de Visibilidade Digital - Imagem: Xpert.Digital
A Xpert.Digital possui conhecimento profundo de diversos setores. Isso nos permite desenvolver estratégias sob medida, adaptadas precisamente às necessidades e desafios do seu segmento de mercado específico. Ao analisar continuamente as tendências do mercado e acompanhar os desenvolvimentos da indústria, podemos agir com visão e oferecer soluções inovadoras. Através da combinação de experiência e conhecimento, geramos valor acrescentado e damos aos nossos clientes uma vantagem competitiva decisiva.
Mais sobre isso aqui:
Soberania da nuvem na prática: estratégias para menor dependência
Navegação rumo ao futuro: Viabilidade e desafios
Avaliação da viabilidade dos objetivos de independência da Alemanha em relação à nuvem
Embora os especialistas geralmente acolham favoravelmente as ambições da Alemanha de alcançar maior independência no setor da computação em nuvem, muitas vezes encaram-nas com certo ceticismo quanto à sua plena viabilidade. A autossuficiência tecnológica completa parece irrealista ou, pelo menos, extremamente dispendiosa para muitos. O foco está, portanto, a deslocar-se cada vez mais para uma redução gradual das dependências críticas e para a gestão estratégica das dependências restantes (ver Secção II.B), em vez do isolamento completo. Reconhece-se a necessidade de continuar a beneficiar das inovações globais, incluindo as dos fornecedores dos EUA.
A estratégia multicloud do governo alemão é vista como uma forma pragmática de obter flexibilidade e reduzir a dependência de fornecedores sem se desvincular completamente dos atores estabelecidos. O software de código aberto (OSS) é considerado um elemento fundamental para maior soberania e interoperabilidade, como demonstrado pelo desenvolvimento do Sovereign Cloud Stack. No entanto, ainda existem obstáculos à aquisição de OSS pelo setor público.
Em última análise, a viabilidade dos objetivos depende crucialmente da implementação consistente de estratégias políticas na prática de contratação pública (ver Secção III.A), do sucesso e da expansão de iniciativas europeias como a Gaia-X e, sobretudo, a SCS, da utilização eficaz de instrumentos de contratação pública como o EVB-IT Cloud e o DVC, e da superação dos inúmeros desafios.
Adequado para:
Identificação dos principais obstáculos: fatores técnicos, econômicos e humanos
O caminho para uma maior soberania na nuvem está repleto de obstáculos significativos:
Complexidade técnica
Construir e operar infraestruturas de nuvem competitivas e em larga escala é extremamente exigente do ponto de vista tecnológico. Integrar sistemas diversos em ambientes multicloud ou federados (como previsto para DVC ou Gaia-X) impõe altas exigências de interoperabilidade. Garantir a segurança em sistemas distribuídos tão complexos é um desafio constante.
Fatores econômicos
Os enormes custos de investimento para a construção de centros de dados e plataformas em nuvem dificultam a competição com as economias de escala dos hiperescaladores globais. Os altos preços da energia na Alemanha representam uma desvantagem locacional para os centros de dados. Ao mesmo tempo, a dependência de software proprietário acarreta o risco de aumento dos custos de licenciamento e falta de transparência de preços. As restrições orçamentárias no setor público e a necessidade de análises de custo-benefício influenciam as decisões de investimento.
Escassez de mão de obra qualificada
A escassez de pessoal qualificado para a configuração, operação e utilização de tecnologias em nuvem, especialmente para soluções avançadas ou alternativas baseadas em código aberto, representa um dos maiores obstáculos.
Inércia e domínio de mercado
O poder de mercado consolidado dos hiperescaladores americanos dificulta a entrada de alternativas. Investimentos existentes, ecossistemas familiares e a confiança dos usuários criam uma inércia significativa.
Ônus regulatório e de conformidade
Navegar por regulamentações complexas (RGPD, regras específicas do setor) e obter as certificações necessárias (como a BSI C5) exige considerável esforço e recursos.
Desafios específicos do Gaia-X
Problemas internos como burocracia, complexidade, lentidão e interesses conflitantes dentro da própria iniciativa Gaia-X prejudicam sua eficácia.
Perspectivas de especialistas sobre o caminho futuro
Apesar dos desafios, especialistas enfatizam a necessidade de continuar trilhando o caminho rumo à soberania digital. As tecnologias em nuvem são consideradas essenciais para a modernização, particularmente na administração pública. Os seguintes pontos são considerados cruciais para o sucesso contínuo:
Foco em padrões e interoperabilidade
O estabelecimento e a aplicação de padrões abertos são cruciais para permitir a interoperabilidade e evitar efeitos de dependência de fornecedor.
Reforçar a cooperação europeia
A ação coordenada a nível europeu (por exemplo, através da Nuvem de Declarações Conjuntas ou dos projetos IPCEI-CIS) é essencial para alcançar economias de escala e evitar a fragmentação do mercado.
abordagem pragmática
As dependências devem ser reduzidas gradualmente. Isso deve envolver o uso de código aberto e medidas de segurança técnicas, como criptografia, sem descartar completamente as inovações externas.
Fortalecimento do ecossistema local
As condições para a instalação de centros de dados na Alemanha precisam ser aprimoradas (preços da energia, procedimentos de licenciamento). Apoiar startups e investir em pesquisa e desenvolvimento também são medidas importantes.
Está cada vez mais claro que alcançar uma independência significativa da nuvem é um empreendimento de longo prazo que exige um esforço substancial e contínuo. Superar a liderança dos hiperescaladores americanos, mudar as práticas de TI estabelecidas, construir um ecossistema europeu competitivo (provedores, profissionais qualificados, padrões) e abordar questões políticas complexas não acontece da noite para o dia. Trata-se, na verdade, de uma tarefa geracional que envolve o desenvolvimento de competências digitais, o fomento de uma cultura de código aberto e a implementação consistente de políticas orientadas à soberania ao longo das legislações. Iniciativas como Gaia-X e SCS lançam bases importantes, mas seu impacto total provavelmente só se manifestará ao longo de anos ou mesmo décadas. Portanto, avaliar a estratégia alemã exige uma perspectiva de longo prazo. É provável que as mudanças de curto prazo na participação de mercado sejam mínimas. Os principais indicadores de progresso serão a adoção de padrões (C5, SCS), o crescimento de um ecossistema de provedores europeu viável (inclusive em nichos de mercado), a implementação bem-sucedida da DVC e a capacidade demonstrável do setor público de gerenciar estrategicamente suas dependências da nuvem, incluindo estratégias de saída eficazes.
Recomendações Estratégicas
Síntese da estratégia e do progresso alemães
A Alemanha persegue um objetivo estratégico claro para fortalecer a soberania digital no setor de nuvem. Isso se deve aos riscos reconhecidos da dependência de hiperescaladores americanos – particularmente em função da Lei CLOUD, da dependência de fornecedores e das preocupações com segurança. A abordagem escolhida é pragmática e multifacetada: uma estratégia multicloud visa garantir flexibilidade, enquanto o governo, como cliente principal, deve promover provedores nacionais e europeus por meio de políticas de aquisição direcionadas (apoiadas pelas certificações EVB-IT Cloud e C5). Projetos como DVC e Delos Cloud têm como objetivo vincular a modernização da administração pública aos objetivos de soberania. Em nível europeu, a Alemanha está focando em iniciativas como o Gaia-X, que pode evoluir de sua visão inicial de concorrente de hiperescaladores para uma estrutura de padronização, e o Sovereign Cloud Stack (SCS), mais concreto tecnicamente, que cria uma base de código aberto para nuvens interoperáveis.
Apesar desses esforços, o mercado de nuvem alemão continua dominado por provedores americanos. No entanto, o progresso é evidente: padrões como o BSI C5 estão se consolidando, provedores europeus estão desenvolvendo ofertas especializadas e soberanas, e o SCS (Serviços de Computação em Nuvem) está emergindo como uma alternativa técnica promissora. Mesmo assim, a independência digital completa ainda é um objetivo distante. Os desafios relacionados à escalabilidade, custos, escassez de mão de obra qualificada e complexidade técnica são consideráveis. O sucesso depende da tradução consistente de objetivos estratégicos em práticas de aquisição e do fortalecimento sustentável de alternativas europeias.
Recomendações para políticas e indústria
Com base na análise, as seguintes recomendações podem ser derivadas:
Definir e operacionalizar claramente a soberania
É necessária uma definição clara, hierarquizada e mensurável de soberania digital para servir de base às decisões de aquisição. O que significa soberania especificamente nos níveis técnico, operacional e jurídico, e quais níveis são aceitáveis?
Utilize o poder de aquisição de forma consistente
As diretrizes do EVB-IT Cloud devem ser aplicadas de forma consistente e, quando necessário, reforçadas no que diz respeito à preferência por soluções de software de código aberto (OSS). O portal DVC deve ser utilizado de forma eficaz para dar visibilidade às ofertas soberanas e europeias e facilitar a sua aquisição. Os procedimentos de licitação devem ser revistos criticamente para garantir que não favoreçam involuntariamente os hiperescaladores já estabelecidos.
Investindo em SCS e código aberto
A infraestrutura de nuvem soberana deve ser ativamente promovida e utilizada em projetos do setor público (DVC, desenvolvimento de nuvem federal). As barreiras existentes à aquisição de software de código aberto (OSS) devem ser identificadas e removidas. O desenvolvimento e a manutenção de componentes de código aberto relevantes para soluções de nuvem soberana devem receber apoio financeiro.
Promover o ecossistema europeu
O apoio a projetos de cooperação europeus como o IPCEI-CIS deve continuar. O quadro regulamentar para operadores de centros de dados na Alemanha (custos de energia, procedimentos de licenciamento) precisa ser aprimorado. Startups e PMEs nativas da nuvem necessitam de apoio específico. Investimentos na formação e no aperfeiçoamento de profissionais da nuvem são essenciais.
Gaia-X se concentra
Os esforços da Gaia-X devem se concentrar no desenvolvimento e estabelecimento de padrões práticos, na viabilização de espaços de dados e na garantia da interoperabilidade, em vez de competir diretamente com os hiperescaladores. Transparência e governança clara são cruciais para recuperar a confiança e responder às críticas.
Adequado para:
Melhorar a transparência e o monitoramento
Os dados sobre a utilização da nuvem no setor público devem ser publicados regularmente (participação de mercado dos diferentes fornecedores, custos de software de código aberto versus soluções proprietárias). O progresso de projetos-chave como o DVC e o Delos, bem como a eficácia das medidas de soberania, devem ser transparentes e monitorizados. O cumprimento das normas (por exemplo, os requisitos da BSI para o Delos) deve ser verificado por organismos independentes.
Desenvolver estratégias de saída
Para aplicações críticas executadas em plataformas não soberanas ou proprietárias, é fundamental planejar e preparar estratégias de saída proativas e vinculativas, tanto técnicas quanto organizacionais. Este é um aspecto crucial da gestão de riscos e da garantia da capacidade operacional a longo prazo.
Estamos à sua disposição - aconselhamento - planejamento - implementação - gerenciamento de projetos
☑️ Apoio às PME em estratégia, consultoria, planeamento e implementação
☑️ Criação ou realinhamento da estratégia de IA
☑️ Desenvolvimento de negócios pioneiro
Ficarei feliz em servir como seu conselheiro pessoal.
Você pode entrar em contato comigo preenchendo o formulário de contato abaixo ou simplesmente ligando para +49 89 89 674 804 (Munique) .
Estou ansioso pelo nosso projeto conjunto.
Xpert.Digital - Konrad Wolfenstein
Xpert.Digital é um hub para a indústria com foco em digitalização, engenharia mecânica, logística/intralogística e energia fotovoltaica.
Com nossa solução de desenvolvimento de negócios 360°, apoiamos empresas conhecidas, desde novos negócios até o pós-venda.
Inteligência de mercado, smarketing, automação de marketing, desenvolvimento de conteúdo, PR, campanhas por email, mídias sociais personalizadas e nutrição de leads fazem parte de nossas ferramentas digitais.
Você pode descobrir mais em: www.xpert.digital - www.xpert.solar - www.xpert.plus
































