
O mercado de logística da cadeia de frio no Egito: crescimento, desafios e oportunidades de um setor em expansão – Imagem: Xpert.Digital
O mercado egípcio de logística da cadeia de frio supera as expectativas com taxas de crescimento de dois dígitos.
Visão geral do mercado egípcio de logística da cadeia de frio
O mercado de logística refrigerada no Egito está atualmente experimentando um crescimento notável, com taxas excepcionais que estão tornando o país um dos centros emergentes para logística com temperatura controlada na região MENA. De acordo com análises de mercado recentes, espera-se que o mercado egípcio de logística refrigerada se expanda a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 11,97% até 2033, tornando-se um dos setores de crescimento mais rápido no cenário logístico regional.
Esse impressionante ritmo de crescimento é impulsionado por diversos fatores que interagem entre si. Projeta-se que o mercado aumente de US$ 498,43 milhões em 2025 para valores significativamente maiores nos próximos anos. Vários estudos preveem diferentes taxas de crescimento, variando de 5,5% a mais de 11,97% ao ano, o que reflete a natureza dinâmica desse setor.
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Estrutura e segmentação de mercado
O mercado egípcio de logística da cadeia de frio apresenta uma estrutura diversificada com vários segmentos, cada um exibindo diferentes taxas de crescimento. A segmentação baseia-se principalmente no tipo de serviço, nas categorias de temperatura e nas áreas de aplicação.
Segmentos de serviço
O setor de logística da cadeia de frio no Egito está dividido em três principais áreas de serviço: armazenagem, transporte e serviços de valor agregado. O segmento de armazenagem domina o mercado e inclui instalações para a conservação de produtos perecíveis. Essas instalações são cruciais para manter a integridade e a qualidade dos produtos, incluindo alimentos e produtos farmacêuticos, ao longo de toda a cadeia de suprimentos.
O setor de transportes desempenha um papel igualmente importante, com uma significativa escassez de soluções de transporte refrigerado em pequena escala. Atualmente, apenas o transporte refrigerado em grande escala está disponível no Egito e é utilizado por grandes empresas que atendem processadores de alimentos internacionais ou o mercado de exportação. Os pequenos agricultores sofrem uma desvantagem competitiva devido à sua incapacidade de utilizar o transporte refrigerado, uma vez que este não está disponível em pequena escala.
Serviços de valor agregado, como congelamento ultrarrápido, etiquetagem e gestão de estoque, também estão ganhando importância e aumentando o valor geral de mercado. Esses serviços estão se tornando um diferencial fundamental para empresas do setor de logística da cadeia de frio.
Categorias de temperatura
O mercado é categorizado por temperatura em três segmentos principais: produtos refrigerados (0°C a 15°C), produtos congelados (-18°C a -25°C) e produtos ultracongelados (abaixo de -25°C). O segmento de produtos congelados normalmente detém a maior participação de mercado devido à alta demanda por alimentos congelados no Egito.
Áreas de aplicação
A maior área de aplicação da logística da cadeia de frio no Egito é o segmento de frutas e verduras, que abrange a mais ampla gama de produtos perecíveis com alta demanda. Isso reflete a produção agrícola egípcia e sua importância para a economia nacional. Outros segmentos importantes incluem laticínios e sobremesas congeladas, produtos farmacêuticos, alimentos processados e carnes, peixes e frutos do mar.
Fatores que impulsionam o crescimento do mercado
Expansão do setor agrícola e alimentar
O setor agrícola egípcio é um pilar fundamental da economia nacional, contribuindo com aproximadamente 12 a 15% do Produto Interno Bruto (PIB). O setor emprega mais de 25% da força de trabalho do país e maximiza as reservas cambiais por meio do aumento das exportações agrícolas. Essa posição de destaque na agricultura cria uma demanda natural por soluções eficientes para a cadeia de frio.
O Egito se consolidou como o segundo maior exportador de frutas e verduras frescas da Europa, fornecendo 917 mil toneladas de produtos na safra 2023-2024, o que representa um aumento de 7% em relação ao ano anterior. As frutas cítricas lideraram as exportações, com 500 mil toneladas, seguidas pela batata-doce, com 117 mil toneladas, e pela cebola, com 94,6 mil toneladas.
O governo tem planos ambiciosos para expandir as terras agrícolas por meio de projetos de recuperação de terras, como o “Projeto de Um Milhão e Meio de Feddan”, o “Projeto Novo Delta” e o “Projeto Toshka”. Esses projetos levarão a um aumento na oferta do mercado, o que exigirá uma expansão significativa das soluções de cadeia de frio.
Crescimento do setor farmacêutico
A indústria farmacêutica no Egito está crescendo de forma constante, aumentando a necessidade de logística com temperatura controlada. Isso é particularmente importante para o transporte de produtos sensíveis, como vacinas e produtos biológicos. Empresas como a DHL Egito estão expandindo seus sistemas de cadeia de frio para garantir a entrega segura de suprimentos médicos.
A logística da cadeia de frio provou ser crucial para a distribuição de vacinas durante a pandemia de COVID-19, destacando a importância do setor. Investimentos em instalações de armazenagem especializadas e sistemas de monitoramento em tempo real ajudam os provedores de logística a atenderem às rigorosas regulamentações e a garantirem o transporte seguro de medicamentos essenciais.
Explosão do comércio eletrônico e do varejo
O crescimento do comércio eletrônico e do varejo organizado no Egito está intensificando a demanda por logística de cadeia de frio. As plataformas de entrega de alimentos online estão em expansão, e os consumidores desejam receber produtos frescos e congelados em casa. Empresas como a Logistica estão respondendo a essa demanda oferecendo entregas de última milha utilizando veículos refrigerados.
Supermercados e hipermercados dependem de cadeias de suprimentos confiáveis para produtos frescos, o que aumenta a necessidade de armazenamento e transporte refrigerados. Em cidades como o Cairo, uma logística eficiente ajuda a manter os laticínios e os alimentos congelados frescos.
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Desenvolvimento tecnológico e inovação
Avanços na tecnologia de vigilância
Tecnologias avançadas estão transformando fundamentalmente o mercado de logística da cadeia de frio no Egito. Sistemas de monitoramento por IoT e rastreamento de temperatura em tempo real já são padrão, garantindo a integridade dos produtos durante o transporte. Por exemplo, a ACS Logistics Co. utiliza soluções de IoT para monitorar contêineres refrigerados, reduzindo o risco de deterioração de produtos perecíveis, como frutos do mar.
Além disso, novas tecnologias de refrigeração, como sistemas de refrigeração energeticamente eficientes, ajudam as empresas a reduzir custos, mantendo a qualidade. Esses avanços aumentam a confiabilidade e atendem aos padrões globais, ajudando os provedores de logística egípcios a competir de forma mais eficaz internacionalmente.
Eficiência energética e sustentabilidade
A introdução de sistemas de bombeamento movidos a energia solar demonstra resultados promissores na redução do consumo combinado de água e energia em 28,1% em comparação com bombas a diesel convencionais. Esta é uma vantagem significativa, visto que os subsídios à energia já não estão disponíveis. O período de retorno do investimento é ainda mais reduzido quando sensores de IoT sincronizam a distribuição de água com as taxas de evapotranspiração.
Programas de irrigação de precisão que abrangem 4 milhões de feddans prometem ganhos de eficiência de 20% no consumo de água. Esses avanços são particularmente importantes para a logística da cadeia de frio, pois ajudam a reduzir os custos operacionais e a melhorar a sustentabilidade.
Desafios e problemas
déficits de infraestrutura
Apesar dos avanços na infraestrutura da cadeia de frio, o Egito enfrenta diversos desafios que comprometem sua eficiência e eficácia. Enquanto os centros urbanos e as principais regiões agrícolas possuem instalações adequadas de armazenamento refrigerado, as áreas rurais frequentemente não têm acesso a essa infraestrutura. Isso representa um desafio para os pequenos agricultores e produtores dessas regiões no que diz respeito ao armazenamento e transporte de seus produtos perecíveis nas condições de temperatura necessárias.
Em 2018, a capacidade de armazenamento refrigerado do Egito era de 0,085 metros cúbicos por habitante urbano, diminuindo para menos de 0,005 metros cúbicos per capita em 2020, enquanto a média global em 2020 era de 0,15 metros cúbicos por habitante urbano. O tamanho médio das instalações de armazenamento refrigerado no Egito é de 6.200 metros cúbicos, o que representa apenas seis por cento da capacidade dos Países Baixos e sete por cento da capacidade do Peru e do México.
Custos e confiabilidade da energia
As instalações de armazenamento refrigerado dependem muito de eletricidade para manter o controle adequado da temperatura. No entanto, os custos de energia no Egito podem ser elevados e a confiabilidade do fornecimento de energia nem sempre é garantida. Flutuações ou interrupções podem comprometer a integridade de produtos perecíveis, levando à deterioração da qualidade e potencial apodrecimento.
Os desafios do fornecimento de energia são agravados pelo fato de a logística da cadeia de frio exigir um fluxo de energia contínuo e estável. Interrupções podem ter consequências catastróficas para os produtos armazenados, levando a perdas financeiras significativas.
Falta de conhecimento técnico
O manuseio, armazenamento e transporte adequados de mercadorias sensíveis à temperatura exigem conhecimento técnico e experiência especializados. No entanto, há uma escassez de profissionais treinados em gestão da cadeia de frio no Egito. Essa lacuna dificulta a adoção de melhores práticas e o uso ideal da infraestrutura da cadeia de frio.
Acesso para pequenas e médias empresas
A maioria das estações de embalagem e instalações de armazenamento refrigerado são de propriedade privada e acessíveis principalmente a grandes agregadores e corporações multinacionais. A maioria dos agricultores no Egito, especialmente os pequenos produtores, não tem acesso a soluções de cadeia de frio, principalmente devido ao seu alto custo. Sua produção agrícola é limitada e, portanto, sua renda é insuficiente para adquirir e utilizar soluções de armazenamento refrigerado.
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Alto Egito vs. Baixo Egito: A distribuição desigual da infraestrutura logística da cadeia de frio
Taxa de perda de produtos perecíveis
Extensão das perdas pós-colheita
O Egito enfrenta desafios significativos em relação às perdas pós-colheita de produtos perecíveis, principalmente devido à infraestrutura inadequada da cadeia de frio. O problema da perda e do desperdício de alimentos é particularmente grave, visto que quase um terço da produção mundial de alimentos é desperdiçada.
Para o trigo, um dos alimentos básicos mais importantes do Egito, a perda total da fazenda ao consumidor é de 20,6%, o equivalente a 4,4 milhões de toneladas. As maiores perdas ocorrem durante a colheita (9,3%) e durante o crescimento da planta (8,2%). Outras perdas ocorrem durante a comercialização (4,3%) e o armazenamento (4%).
No caso do arroz, 25% dos grãos se perdem após a colheita, principalmente durante a debulha. Aproximadamente 12 a 15% da produção de trigo também se perde, mas principalmente devido a pragas, armazenamento inadequado e transporte impróprio. A sobrecarga dos veículos de transporte é uma causa comum de perdas pós-colheita no Egito para muitas outras culturas.
Perdas em frutas e vegetais
As perdas em frutas e hortaliças são particularmente drásticas, atingindo uma estimativa de 45 a 55% da produção anual em toda a região do Oriente Médio e Norte da África (MENA). Dados de referência para projetos estimam perdas quantitativas de mais de 45% para uvas e mais de 50% para tomates somente nas etapas de produção, varejo e atacado da cadeia de valor, além de sérias perdas de qualidade.
Essas enormes perdas ocorrem em vários estágios da cadeia de valor:
- Produção e colheita: As colheitas são danificadas, esmagadas ou deixadas nos campos devido a práticas inadequadas de manuseio pós-colheita e habilidades insuficientes de colheita. As colheitas são rejeitadas devido à falta de conhecimento sobre padrões e qualidade.
- Armazenamento: Deterioração da qualidade e infestação por pragas/doenças devido a instalações e técnicas de armazenamento inadequadas.
- Transporte e distribuição: Danos e derramamentos durante o transporte devido a sistemas inadequados de transporte e distribuição.
- Mercados atacadistas e varejistas: Safras e produtos derramados ou danificados nos mercados devido à infraestrutura inadequada e ao manuseio incorreto.
Impacto econômico das perdas
O impacto econômico dessas perdas é substancial. Estima-se que uma perda pós-colheita de 10% em toda a produção nacional e importada de trigo, milho e arroz no Egito equivaleria à perda de 3,9 milhões de toneladas de grãos por ano, o que corresponde a US$ 1,16 bilhão ou às necessidades calóricas anuais de pelo menos 15 milhões de pessoas.
Só no caso do trigo, as perdas implicam o desperdício de 4,8 bilhões de metros cúbicos de água e 74,72 milhões de gigajoules de energia (equivalente a 2,3 bilhões de litros de diesel). Se o Egito conseguir eliminar ou reduzir significativamente as perdas e o desperdício relacionados ao trigo, poderá economizar alimentos suficientes para alimentar mais 21 milhões de pessoas com a produção nacional, reduzindo assim as importações de trigo em 37%.
No Egito, são desperdiçados, em média, 91 quilos de alimentos per capita por ano, sendo que quase dois terços das perdas ocorrem durante a produção, o manuseio, o processamento e a distribuição. Uma parcela significativa dessas perdas resulta de sistemas inadequados de refrigeração e transporte.
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Disparidades regionais e potencial de desenvolvimento
Foco no Baixo Egito
A maior parte das atividades de cadeia de frio e processamento de alimentos no Egito concentra-se no Baixo Egito, região responsável por mais de 70% da produção bruta de alimentos processados. Embora o Alto Egito desempenhe um papel fundamental na agricultura primária, contribuindo com cerca de 30% da produção agrícola bruta, apresenta um potencial significativo ainda inexplorado tanto para a cadeia de frio quanto para o processamento de alimentos.
Iniciativas de desenvolvimento
Para combater essas disparidades regionais, diversas iniciativas foram lançadas. O governo destinou 62,4 bilhões de libras egípcias ao Alto Egito no atual ano fiscal, sendo 11% reservados para Minya. Além disso, na primeira fase da iniciativa "Vida Digna" do Presidente, 43,2 bilhões de libras egípcias foram investidas em Minya em diversos setores.
Desenvolvimento de projetos inovadores
Um projeto de desenvolvimento significativo é a SulleX-TRC City, a primeira cidade logística inteligente e com temperatura controlada do Egito para a produção e comercialização de alimentos refrigerados e congelados. O projeto de US$ 150 milhões abrange uma área de 510.000 metros quadrados na província de Gizé e visa se tornar um centro regional para a produção e comercialização de produtos agrícolas congelados, produtos farmacêuticos e produtos refrigerados, como carne, aves e laticínios.
A cidade contará com aproximadamente 60 unidades de processamento de alimentos refrigerados e congelados, com áreas a partir de 1.250 metros quadrados, e 13 armazéns inteligentes com temperatura controlada e capacidade de armazenamento de até 10.000 paletes. O projeto visa reduzir as perdas de mais de 30% nos produtos agrícolas comercializados no Alto Egito, devido à falta de infraestrutura adequada de armazenamento refrigerado.
Potencial de exportação e mercados internacionais
Crescimento do desempenho das exportações
A posição do Egito como o segundo maior exportador europeu de frutas e vegetais frescos ressalta o significativo potencial para uma maior expansão da logística da cadeia de frio. Os sucessos nas exportações de laranja têm sido particularmente notáveis, com as exportações para a UE quase dobrando e ultrapassando meio milhão de toneladas pela primeira vez em 2023.
Esse notável sucesso foi impulsionado principalmente pelo aumento das exportações de laranjas do Egito para a UE, consequência da severa seca que afetou os principais produtores de laranja da região. Durante a safra de 2022/23, a produção de laranjas na UE caiu para o nível mais baixo em uma década, criando uma enorme demanda por laranjas em países não pertencentes à UE.
Diversificação dos produtos de exportação
O portfólio de exportações do Egito abrange uma ampla variedade de frutas e verduras, incluindo cenouras, limões, alho, feijões, mangas, pimentões, morangos e melancias. Essa diversificação demonstra o potencial para uma maior expansão da infraestrutura de cadeia de frio, de modo a dar suporte a diversas categorias de produtos.
Os Países Baixos permaneceram o principal parceiro comercial do Egito no mercado da UE, com 254 mil toneladas, seguidos pela Espanha, com 103 mil toneladas. Juntos, esses dois países representaram aproximadamente dois terços do total das exportações egípcias de frutas frescas para a UE.
Oportunidades de investimento e perspectivas futuras
Envolvimento do setor privado
O mercado egípcio de logística da cadeia de frio oferece oportunidades de investimento significativas, principalmente para empresas privadas. O governo promove parcerias público-privadas para incentivar o investimento em infraestrutura da cadeia de frio e facilitar o estabelecimento de instalações de armazenamento adicionais em regiões carentes.
As empresas já estão investindo em sistemas e tecnologias de refrigeração modernos. Por exemplo, empresas consolidadas como a Multi Fruit Egypt investiram em instalações de refrigeração modernas para dar suporte às exportações para a Europa e a Ásia, garantindo o frescor dos produtos e a conformidade com os padrões internacionais.
Adaptação tecnológica
A introdução de tecnologias avançadas pode revolucionar a indústria da cadeia de frio no Egito. Sensores da Internet das Coisas (IoT) e sistemas de monitoramento de temperatura podem fornecer dados em tempo real sobre temperatura, umidade e outros parâmetros críticos. Esses dados permitem o monitoramento proativo, intervenções oportunas e respostas rápidas a variações de temperatura.
Além disso, a análise de dados e o aprendizado de máquina podem ajudar a otimizar as operações da cadeia de frio, melhorar a precisãosegene reduzir o desperdício. A implementação de sistemas de gerenciamento de armazéns e automação pode otimizar a funcionalidade, aumentar a eficiência e reduzir os custos operacionais.
Iniciativas governamentais
O governo implementou regulamentos e normas para garantir o cumprimento dos requisitos de segurança alimentar em toda a cadeia de frio. Esses regulamentos abrangem aspectos como monitoramento de temperatura, práticas adequadas de manuseio e condições de armazenamento. A aplicação rigorosa desses regulamentos promove a segurança alimentar e fortalece a confiança do consumidor.
Investimentos em programas de treinamento e iniciativas de capacitação são cruciais para aprimorar as habilidades técnicas dos profissionais que atuam na cadeia de frio. Esses programas podem se concentrar em gestão da cadeia de frio, controle de temperatura, garantia da qualidade e práticas de segurança alimentar.
Aspectos ambientais e de sustentabilidade
Redução do impacto ambiental
Cadeias de frio aprimoradas podem contribuir significativamente para a redução do impacto ambiental. As perdas e o desperdício de alimentos no Egito têm uma pegada de carbono substancial, resultando em quase 500 quilogramas de emissões equivalentes de CO2 per capita por ano. Isso contribui para as mudanças climáticas e ainda não inclui as emissões de gases de efeito estufa da infraestrutura energética das cadeias de suprimento de alimentos nem as emissões de HFC da cadeia de frio existente.
Se o Egito conseguir reduzir significativamente o desperdício de alimentos, poderá diminuir as emissões em pelo menos 260,84 milhões de quilos de CO2 equivalente e 8,5 milhões de quilos de metano. Isso representaria uma contribuição significativa para as metas climáticas globais.
Conservação de recursos hídricos
A redução das perdas de alimentos por meio da melhoria das cadeias de frio também pode contribuir para a conservação dos escassos recursos hídricos. As perdas totais de trigo resultam no desperdício de 4,8 bilhões de metros cúbicos de água. Em um país com escassez hídrica como o Egito, que depende fortemente do Nilo, a conservação desse recurso é crucial.
A introdução de sistemas de bombeamento movidos a energia solar e sistemas de refrigeração energeticamente eficientes pode ajudar a reduzir o consumo de energia e água. Testes de campo mostram que os sistemas de bombeamento movidos a energia solar podem reduzir o consumo combinado de água e energia em 28,1% em comparação com as bombas a diesel convencionais.
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Do Cairo à Europa: como o Egito deve transformar sua infraestrutura de cadeia de frio.
O mercado egípcio de logística da cadeia de frio encontra-se num ponto de viragem, oferecendo um enorme potencial de crescimento, embora simultaneamente enfrente desafios significativos. Com uma taxa de crescimento anual projetada de 11,97% até 2033, o mercado apresenta oportunidades de investimento atrativas tanto para empresas locais como internacionais.
Os principais impulsionadores desse crescimento são a expansão do setor agroalimentar, o crescimento da indústria farmacêutica, o boom do comércio eletrônico e a crescente demanda por produtos frescos e de alta qualidade. A posição do Egito como um dos principais exportadores de frutas e verduras para a Europa reforça a necessidade de soluções eficientes para a cadeia de frio.
No entanto, os desafios são consideráveis e incluem deficiências de infraestrutura, altos custos de energia, falta de conhecimento técnico e acesso limitado para pequenas e médias empresas. A taxa de perda de produtos perecíveis permanece alarmantemente alta, com perdas que variam de 20 a 50 por cento em diversas categorias de produtos.
Para concretizar todo o potencial do mercado, são necessários esforços coordenados que envolvam o governo, o setor privado e organizações internacionais. Investimentos em infraestrutura moderna, adoção de tecnologia, capacitação e soluções sustentáveis são cruciais para o desenvolvimento de um sistema de logística de cadeia de frio robusto e eficiente.
O futuro da logística da cadeia de frio no Egito depende de quão bem esses desafios serão superados, ao mesmo tempo em que se aproveitam as enormes oportunidades de crescimento. Com os investimentos e estratégias certos, o Egito pode fortalecer ainda mais sua posição como um dos principais atores na logística da cadeia de frio regional e dar uma contribuição significativa para a segurança alimentar global.
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